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segunda-feira, 6 de julho de 2009

Trova do Vento que Passa

Pergunto ao vento que passa
notícias do meu país
e o vento cala a desgraça
o vento nada me diz.

Pergunto aos rios que levam
tanto sonho à flor das águas
e os rios não me sossegam
levam sonhos deixam mágoas.

Levam sonhos deixam mágoas
ai rios do meu país
minha pátria à flor das águas
para onde vais? Ninguém diz.

Se o verde trevo desfolhas
pede notícias e diz
ao trevo de quatro folhas
que morro por meu país.

Pergunto à gente que passa
por que vai de olhos no chão.
Silêncio — é tudo o que tem
quem vive na servidão.

Vi florir os verdes ramos
direitos e ao céu voltados.
E a quem gosta de ter amos
vi sempre os ombros curvados.

E o vento não me diz nada
ninguém diz nada de novo.
Vi minha pátria pregada
nos braços em cruz do povo.

Vi minha pátria na margem
dos rios que vão pró mar
como quem ama a viagem
mas tem sempre de ficar.

Vi navios a partir
(minha pátria à flor das águas)
vi minha pátria florir
(verdes folhas verdes mágoas).

Há quem te queira ignorada
e fale pátria em teu nome.
Eu vi-te crucificada
nos braços negros da fome.

E o vento não me diz nada
só o silêncio persiste.
Vi minha pátria parada
à beira de um rio triste.

Ninguém diz nada de novo
se notícias vou pedindo
nas mãos vazias do povo
vi minha pátria florindo.

E a noite cresce por dentro
dos homens do meu país.
Peço notícias ao vento
e o vento nada me diz.

Quatro folhas tem o trevo
liberdade quatro sílabas.
Não sabem ler é verdade
aqueles pra quem eu escrevo.

Mas há sempre uma candeia
dentro da própria desgraça
há sempre alguém que semeia
canções no vento que passa.

Mesmo na noite mais triste
em tempo de servidão
há sempre alguém que resiste
há sempre alguém que diz não.


[Manuel Alegre / António Portugal ]

sexta-feira, 3 de julho de 2009

A edição não linear de video no futuro

Ora viva!

Todos sabemos e conhecemos as recentes inovações tecnológicas que irão permitir/permitem a interacção com computadores via tacto e reconhecimento gestual. Seja usada a visão por computador ou o reconhecimento de gestos aliado a sensores de toque, acho que chegamos a um ponto que deixa de ter sentido!

Então o que me foi que me irritou a esta hora?!

Não é que no futuro, os senhores que trabalham o processamento de imagem, conseguem processar em vídeo, em tempo real, a separação de um individuo ao longo de um clip e suas acções com uma facilidade igual à de beber um copo de gelatina ??

Ora bem, eu e os meus colegas de faculdade que perdemos horas na makro a animar mascaras de "after-effects" estamos desiludidos, pois encaramos tal feito como uma arte...


estão livres para comental o feito dos senhores 8)

quarta-feira, 1 de julho de 2009

o primeiro post

ora viva, caro leitor!


este é o primeiro post de vários, em que irei escrever coisas diversas sobre o existencialismo das relações sociais presentes no national geographic e o crescente mercado de pornografia de esquilos.

yet, falta-me tempo para tal.

espero conseguir ter a atenção de mais de duas pessoas, ao longo da escrita desta coisa.